Minha Canção de Pracinha

albertobittencourt.blogspot.com

No último Dia do Soldado, 25 de agosto de 2022, uma quinta-feira, recebi uma mensagem descrevendo o que e como foi a participação do Brasil na segunda guerra; contada por um Pracinha. Emocionante, ele explicando a origem da Canção do Expedicionário; veja: https://www.youtube.com/watch?v=9HjRt2THlDk

A vitória dos Aliados contra o Eixo foi declarada em 8 de maio de 1945. Eu, então com dez anos, já sabia de cor a letra e música, ouvindo-a no RCA Victor “Capelinha’, grandão — para acomodar o monte de válvulas — , que já era transmitida logo após a conquista do Monte Castelo, em 21 de fevereiro de 1945.

Ouvindo a explicação sobre como nasceu a canção, as respostas de cada “Pracinha”, percebi que a pergunta é instigante e importante:

“Você sabe de onde eu venho?”

Como dizem os caboclos, “garrei a matutá”.

Não importam os antecedentes, como apareceu o homem, como foi gestado, como são seus primeiros meses de antes de um ano.

Quase toda a multidão de escritores que usam o Medium, escreve seus “Who I am”. Instado por muitos deles, escrevi o meu “Who I am”; muito longa estória. Recomendo que não perca tanto tempo, mas, se quiser, abra o artigo, clique com o botão direito, traduza para seu idioma.

Por causa da pergunta, eu tive que reler: não, não diz “De onde EU venho?”.

Venho das praias sedosas

Dos verdes mares bravios

De tudo que lembra o mar

Braços mornos de Moemas
Lábios de mel de Iracemas
Das mulheres que me ensinaram

A viver e amar

É de uma Pátria que eu tenho
No bojo de meu coração

É de uma Pátria que eu tenho

No bojo de meu coração

Do azul mais cheio de luz
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas
Fazendo o sinal da cruz,

No firmamento que me encanta

E

Por mais terras que eu percorri
Não permitiu Deus que eu morresse
Até que cheguei aqui
Sem que nós levemos a divisa
Esse V que simboliza
A vitória que virá

Que espero ainda venha.

Como diz o Pracinha, uma guerra de verdade, não se faz por ideologia, não é questão de socialismo, capitalismo, nazismo ou outros ismos: É por vontade de voltar para casa.

“E, aqui, pelo Capeta, venho sendo tentado a viver muito abaixo do que Deus quis para mim; tentado a trocar meu Reino, meu Trono, por um sonhozinho aqui, por quatro ou cinco aplausos”.

Queremos voltar para nossa casa, a casa que tivemos, a casa que é a nossa.

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Already watching the eighty-seventh turn of the Earth in curtsy around its King, I’m an engineer that became a writer, happy, in perfect health, body and mind.

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Flavio Musa de Freitas Guimarães

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